SABER PERDER-SE / CAMINHAGENS
Caminhagens: deriva, afeto e linguagem como território
Texto curatorial gerado por inteligência artificial com base nas referências indicadas
Caminhagens propõe uma vivência sensível da cidade, onde a caminhada torna-se prática de escuta e invenção. Ancorado na ideia de uma “Economia Emocional” — com memória como capital e afetos como moeda —, o projeto transforma o deslocamento urbano em experiência estética. Ao mesclar código, imagem e texto, cria novas formas de narrar e sentir o espaço.
A prática de caminhar sem rumo, associada às derivas situacionistas de Guy Debord, surge aqui como crítica à lógica mercadológica da cidade. Como afirma Barancelli, “derivar é dar ao corpo o direito de errar. Caminhar como quem não sabe, mas quer saber — não sobre o destino, mas sobre o vínculo. Entre esquinas e imagens, somos atravessados por dados que não nos leem, por signos que se instalam antes do gesto. A cidade é uma superfície onde o bios midiático se cola na pele.” Joaçaba, apresentada como um “shopping a céu aberto”, é ressignificada pela potência do vínculo — conceito que, segundo Muniz Sodré, envolve afeto e corpo, em contraste com relações impessoais.
Giselle Beiguelman destaca que vivemos imersos em códigos voltados às máquinas. Caminhagens subverte isso ao usar linguagem computacional como poesia afetiva, devolvendo presença e sensibilidade à experiência urbana. E, como lembra Francesco Careri, parar também é caminhar: um gesto ético e político de escuta e cuidado com o território.
Caminhagens não busca representar, mas habitar o mundo poeticamente — e esse já é um gesto político.
Realizado através do Edital de chamamento público nº 005/2024 - Municípo de Joaçaba/SC Demais áreas - Política nacional Aldir Blanc de fomento à cultura – PNAB (Lei nº 14.399/2022)






